Antes da invenção do World Wide Web (WWW ou Web), a internet ja existia para divulgar informações a um público específico utilizando os métodos (emails, boletins disponibilizados através do Gopher1 ou de recursos semelhantes). O jornalismo na Web passa a existir somente no início dos anos 90.

Desde essa época o jornalismo na internet tem recebido vários nomes para caracterizá-lo. Como: Ciberjornalismo, Jornalismo eletrônico, Jornalismo online, jornalismo digital, jornalismo hipertextual etc. Porém devidos as técnicas de edição do jornalismo o da internet ficou marcado como webjornalismo. As técnicas servem para diferenciar a linguagem no jornal para as áreas específicas do impresso, do rádio, da web e da Tv, portanto é preciso que haja uma regra para cada um deles.

Ao longo desta década podem-se observar três tipos de mudanças na web jornalismo. No primeiro momento ele apresentava uma transposição para a internet de uma ou duas das principais matérias de algumas editorias e o material era então atualizado a cada 24 horas de acordo com o fechamento das edições. Na segunda fase ele ainda era uma cópia do jornal impresso, mas com algumas modificações como: surgimento de links com chamadas para notícias de fatos que acontecem no período das edições; o email que passa a ser uma forma de interação entre jornalista e leitor através de fórum de debates e surgimento de hipertexto. Já estava acontecendo então o modelo fixo do jornalismo na internet. O terceiro momento foi o surgimento das imagens e sons que por fim se estabilizou a imagem do webjornalismo.

Características

Bardoel e Deuze (2000), apontam quatro elementos: interatividade, customização de conteúdo, hipertextualidade e multimidialidade. Palacios (1999), com a mesma preocupação, estabelece cinco características: multimidialidade/convergência, interatividade, hipertextualidade, personalização e memória. Essas características não são exatas, ou seja, por mais que tenha potêncial ainda há uma discursão de aceitação pelo público. Não é todo mundo que acessa a internet ou pelo menos sabe mexer na mesma, alguns se acostumam com os hiperlinks e hipertextos outros não, ele não é tão eficaz quanto deveria, ainda está e fase de experimento.

Interatividade (fala sobre o debate e as pessoas podem também comentar o assunto em questão).

A idéia de Bardoel e Deuze (2000) é fazer com que haja uma interação do leitor com o jornalista através de contatos de emails, através de disponibilização da opinião de leitores como é feito em sites que abrigam fóruns de discussões; através de chats com jornalistas e a presença de hipertextos para deixar o publico mais envolvido nos assuntos divulgados.

Customização do conteúdo/personalização ( Neste site o leitor pode escolher sobre o que quer ler, ciência, economia, esporte, celebridades).

 Existencia de produtos jornalísticos configurados de acordo com os interesses individuais do usuario. Sites especializados como o da CNN que permite a pré-seleção dos assuntos de interesses, assim quando o site é acessado, este já é carregado na máquina do usuário atendendo à demanda solicitada.

Hipertextualidade (durante a matéria pode-se observar os links que estão na cor amarela que leva à outros textos para melhor entendimento do assunto)

Interconecta textos através de links, apartir do texto noticioso aponta para outros textos originais de releases, aqueles que possam levantar os “prós” e os “contras” do assunto em questão.

Multimidialidade/convergência (a pessoa pode acessar o site e ver uma  notícia que perdeu).

 Tratam-se da convergência dos formatos das mídias tradicionais (imagem, texto e som) na narração do fato jornalístico.

Memória (Sobre a copa do mundo neste site o leitor pode  ter a possibilidade de rever as matérias antigas que sairam na época).

A disponibilização imediata de informações anteriores é mais rápida no webjornalismo. Desta forma surge a possibilidade de acessar com maior facilidade material antigo.

Implicações

Há uma discursão pertinente na abordagem dessas características pelo fato de não saber se elas já existiam aos modos do jornal impresso, da tv e do rádio ou se é uma novidade apenas do jornalismo de web. Então surge a pergunta: O webjornalismo vai levar-nos a reformular algumas questões teóricas? Quais seriam estas questões? Começando que na web as informações surgem muito mais rápidas do que nos outros meios de comunicação do jornal. As notícias saem na hora, se vier com algum erro pode-se concertar depois fazendo uma atualização, os textos são menores, mais diretos, alem do que o leitor pode retornar a textos antigos e procurar significados nos hiperlinks e mais informações para entender uma determinada notícia. Esta realização recebe as características memória e Hipertextualidade. Com relação à possibilidade de noticiar em tempo real e sempre online, surge a seguinte indagação: até que ponto esta outra situação não interferirá no conceito de atualidade que se tem com relação ao jornalismo? As pessoas estão acostumadas com uma periodizaçao no que se refere à recpção das notícias, então no caso da web pela rapidez já não é preciso esperar mais pelo jornal da manhã no impresso ou o noticiário da noite visto que as noticias na internet são feitas em um tempo médio de quatro minutos. Isso pode prejudicar as outras áreas do jornalismo.

Contudo ele tende a ser um metódo de avaliação muito eficaz, porém  ainda nao é concreto em total aceitação, existem perguntas que deixam duvidas sobre o trabalho dos agentes. Aquelas que com certeza somam para a melhoria do conteúdo jornalístico. Mais acima de tudo o webjornalismo está cada vez maior para a projeção das notícias, visto que hoje em dia você acessa a internet por um celular por exemplo, não precisando mais chegar em casa para ver o computador ou esperar o amanhã para ver a edição do impresso.